É porque é fácil. Por isso. Estar em um lugar recebendo o que se quer e não havendo troca. Graça de menos, conversa de menos, inteligência de menos, nada de amor. Uma espécie de tira-gosto, enquanto o prato principal fica ali, esperando esfriar. É saudável, nutre, fortalece, deixa o que há dentro de nós robusto. Mas, para que? Há tira-gostos de todos os tipos. Eles saciam a fome momentaneamente. São mais baratos, práticos. Estão prontos, no ponto do consumo. É um infalível fast food. São de fato úteis para o que se propõem: satisfazer um desejo.
Entretanto, são gordurosos. Engordam. Fazem mal por faltar neles consistência, sustância, conteúdo. Frita a batata, trincha o filé, corta o queijo...faz rápido e ingere. Comida? Engano?
Pratos elaborados dão trabalho. Fazê-los exige tempo, requer especialidades. Ingredientes de boa qualidade, chefs bem preparados. Enfim, detalhes de beleza e equilíbrio, que compõem uma dieta balanceada e alimentam. Cores, vida. Custam caro. Preço ao qual nem todo o mundo se submete. Que pode ser medido e facilmente relegado. Valor nem sempre reconhecido. Parece ser mais real optar pelo tira-gosto. Quanto você estaria disposto a pagar?
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